Uma mulher grávida, de 29 anos, precisou de atendimento médico especializado após relatar ter sido agredida pelo próprio companheiro, de 40 anos, na noite do sábado (17), no distrito de Lovat, em Umuarama. Segundo o relato feito à Polícia Militar, a vítima recebeu um soco no rosto e foi empurrada, atingindo um pilar dentro da residência. As agressões provocaram dores abdominais e nas costas, aumentando a preocupação com sua saúde e a gestação.
A ocorrência foi atendida por uma equipe do 25º Batalhão de Polícia Militar (25º BPM), acionada pelo Centro de Operações Policiais Militares (COPOM) após a vítima procurar atendimento no Hospital Norospar. No local, os policiais conversaram com a mulher, identificada pelas iniciais C. L. S., que relatou a violência sofrida.
Conforme as informações repassadas à equipe, o agressor, identificado pelas iniciais V. C. J., teria desferido um soco na face da companheira e, na sequência, dado um empurrão que a fez colidir contra um pilar.
Além da dor provocada pelo impacto, a condição de gestante exigiu atenção médica diante dos sintomas apresentados. A mulher relatou dores na região abdominal e nas costas, sendo necessária a avaliação de profissionais de saúde.
Após ouvir o relato, a equipe policial orientou a vítima sobre os procedimentos legais disponíveis, incluindo a possibilidade de solicitar uma Medida Protetiva de Urgência, instrumento previsto na legislação para proteger mulheres em situação de violência doméstica.
O Boletim de Ocorrência foi confeccionado e encaminhado à Delegacia da Mulher de Umuarama, responsável pelo prosseguimento das investigações e pelas providências de polícia judiciária.
O registro da ocorrência permitirá a apuração das circunstâncias das agressões e a adoção das medidas cabíveis pelas autoridades. Não há, nas informações divulgadas, confirmação sobre eventual prisão do suspeito.
O caso evidencia a gravidade da violência praticada dentro do ambiente familiar, especialmente quando a vítima está grávida e precisa de cuidados médicos após as agressões. A violência doméstica pode deixar marcas físicas e emocionais e representa uma ameaça à segurança e à dignidade das mulheres.
Em situações de emergência, a Polícia Militar pode ser acionada pelo telefone 190. Mulheres que precisam de orientação e apoio também podem procurar a Delegacia da Mulher e os serviços da rede de proteção.
A investigação deverá esclarecer os fatos e verificar as responsabilidades do suspeito, assegurando à vítima o acesso às medidas de proteção previstas em lei.


