A Polícia Federal prendeu na tarde desta sexta-feira (4), em um shopping center no município de Cascavel um dos alvos da Operação Overlord, deflagrada nesta manhã na região oeste e que levou para prisão pelo menos 10 suspeitos de tráfico internacional de cocaína.
O homem de 23 anos, morador de Guaíra, estava retornando de Curitiba quando tomou conhecimento das medidas judiciais em desfavor do grupo, tendo permanecido na região de Cascavel para evitar a prisão.
Após um amplo trabalho de inteligência o suspeito foi localizado em Cascavel enquanto aguardava ajuda para ocultar seu veículo e auxiliar na fuga. O suspeito ainda confirmou que conseguiu monitorar as atividades da polícia através de câmeras instaladas nas empresas e casas na região de fronteira.
Apesar da tentativa, o investigado foi localizado, preso e encaminhado para Cadeia Pública de Cascavel, onde permanece à disposição da Justiça.

A OPERAÇÃO
A Operação Overlord tem objetivo de desarticular organização criminosa atuante no tráfico internacional de entorpecentes. A cocaína era transportada a partir da região de Guaíra e tinha como destino a cidade de São Paulo.
Foram mobilizados cerca de 100 Policiais Federais para o cumprimento de 29 mandados judiciais expedidos pela 1ª Vara Federal de Guaíra, sendo 18 de busca e apreensão e 11 de prisão preventiva, nas cidades de Guaíra, Terra Roxa, Xambrê, São Paulo, Barueri (SP), Itupeva (SP) e Jundiaí (SP).
Durante a investigação foi apreendida mais de uma tonelada de cocaína. Eram utilizados caminhões câmara-fria com fundo falso para carregamento do entorpecente.
O líder do esquema, um homem de 49 anos, natural de Ponta Porã (MS), e que estava residindo em Guaíra, utilizando nome falso possuía, além de um lava-car, uma empresa de guinchos, com pelo menos onze caminhões novos que prestavam serviços em toda região e já foi condenado por tráfico de drogas na cidade de Santos (SP), quando tentava despachar 800 quilos de cocaína em um navio, e também no Estado do Mato Grosso do Sul, todos com nomes falsos.
Foram sequestrados valores nas contas dos investigados, imóveis de alto padrão e sedes das empresas utilizadas para lavagem de dinheiro e veículos de luxo encontrados com o grupo.


