O julgamento de Jean Michel de Souza Barros, acusado de triplo homicídio, deve durar mais que os três dias previstos inicialmente. Isso, porque até esta sexta-feira (1º), apenas três, das 12 testemunhas foram ouvidas. Quem está estava sendo ouvido desde a manhã de hoje era Aécio Silveira, superintendente da 7ª Subdivisão Policial de Umuarama. O depoimento dele terminou às 16h.
A previsão inicial era de que o julgamento se estendesse até sábado (2/3).
Jean é acusado de ter assassinado a facadas a esposa, a advogada Jaqueline Soares de 39 anos, e os pais dela, Helena Marra, 59 e Antônio Soares dos Santos, 65. O crime aconteceu no sobrado da família, localizado na avenida São Paulo, nas proximidades da Praça do Japão, dia 8 de agosto de 2021, no Dia dos Pais.
Na quinta-feira (29/2) foram ouvidas duas testemunhas: irmã e filha do casal, a juíza Eveline dos Santos Marra, e o Eugênio Burg Filho, da Polícia Científica.
No Fórum de Umuarama, onde acontece o julgamento, o clima é de embate. Em vários momentos, defesa e promotoria discutiram e os ânimos ficaram exaltados. A defesa de Jean Michel é formada por seis advogados do Bretas Advogados, com escritório em Curitiba.
Entre os advogados, estão Adriano Bretas, que já foi capa da Revista Veja em uma reportagem sobre advogados que enriqueceram trabalhando na defesa de clientes envolvidos na Operação Lava Jato. Ele era advogado do ex-ministro Antônio Pallocci. O outro famoso criminalista é Claúdio Dalledone, um dos mais requisitados do país, que atuou na defesa do goleiro Bruno (condenado pelo assassinato e ocultação de cadáver de Elisa Samudio e também pelo sequestro e cárcere privado do filho – Dalledone deixou o caso pois segundo ele, o atleta não quis ‘assumir responsabilidades’). Ele também é o advogado do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho (acusado pela morte do enteado Henry Borel).
Em entrevista na quinta-feira, Bretas chegou a dizer que a “hipótese eleita pela acusação é absolutamente capenga”.
Conforme o promotor Marco Felipe Castello, o Ministério Público concluiu que as provas apresentadas durante o caso são suficientes para que Jean Michel seja condenado.
Até então, as qualificadoras do crime são: motivo fútil; mediante emprego de recurso que dificulte ou torne impossível a defesa da vítima; contra a mulher por razões da condição do sexo feminino (feminicídio); violência doméstica; e contra pessoa maior de 60 anos.
Após todas as testemunhas serem interrogadas, acontecem os embates entre promotoria e defesa, com réplicas e tréplicas. Em seguida, os jurados farão a votação dos quesitos apresentados durante o julgamento, que será encerrado com a leitura da sentença do juiz Adriano Cesar Moreira.



