quinta-feira, 17 setembro 2026
UMUARAMA/PR

Pai de deputado do PL vira ‘bombeiro’ para salvar filho de incêndio no Paraná

Pai de deputado do PL vira ‘bombeiro’ para salvar filho de incêndio no Paraná

Bastidores tiveram pai de deputado tentando apagar o incêndio, desistência de Beto Richa em se filiar ao PL e comissão de ética acionada para analisar postura parlamentar

Depois de envolver o partido do ex-presidente da republica Jair Bolsonaro, o Partido Liberal (PL), em uma polêmica devido a tentativa de filiação Beto Richa, o deputado federal Felipe Barros (PL) tentou amenizar sua situação junto aos colegas, levando o pai, o engenheiro civil, empresário e político brasileiro filiado ao Progressistas (PP), para u encontro com Bolsonaro. Seu Ricardo José Magalhães Barros, foi usado pelo filho como tromba d’água para apagar o estopim aceso pelo deputado estadual Ricardo Arruda (PL) na última semana.

Arruda se manifestou pessoalmente junto ao ex presidente, esclarecendo que Felipe Barros tentava ‘sabe-se lá’ com que interesse, filiar Richa ao partido, mesmo conhecendo o passado do tucano.

O ansejo

Arruda, por sua vez, já havia anunciado sua pré-candidatura à Prefeitura de Curitiba e, afirmou nas suas redes sociais que a notícia de que Richa, ainda no PSDB, articulava sua entrada no PL para fortalecer uma pré-candidatura a prefeito da capital paranaense, pegou todos de surpresa no partido bolsonarista.

O parlamentar paranaense disse que a verdade estava sendo escondida de Bolsonaro, que se reuniu com Richa na quarta-feira (13/03).

Depois dessa reunião, Arruda se movimentou e procurou o ex presidente e outros membros do PL. ”Consegui explicar o mal que a filiação de Beto Richa causaria à imagem do nosso Partido, acredito que consegui mostrar a verdade”.

O prodígio

Neste meio tempo quem aparece para dispersar as fagulhas é o ex-deputado federal Paulo Martins (PL), atual assessor do governador Ratinho Junior (PSD), que deixou a presidência do PL de Curitiba depois que começaram a circular as notícias de que Richa reuniu-se com a direção nacional do partido, em Brasília, para acertar a filiação e ser o pré-candidato de Bolsonaro à Prefeitura de Curitiba.

Martins afastou-se da executiva municipal, mas anunciou que está à disposição do partido para ser pré-candidato a prefeito de Curitiba.

Isso aconteceu na quinta-feira (14). “Quem acompanha o meu trabalho sabe que defendo os valores conservadores desde quando isso não dava votos e nem likes. Continuo convicto do que faço. Por isso, me coloco à disposição do PL para disputar a eleição para a prefeitura de Curitiba. O partido que faça sua escolha”.

O abandono

Depois de todo o turbilhão, Richa preferiu se afastar PL e anunciou naquela mesma quinta-feira (14) que continuará no PSDB, encerrando de uma vez por todas a história de migrar para o time bolsonarista. Richa chegou a afirmar que renunciaria ao mandato para entrar no partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, inclusive ‘a boca pequena’ nos bastidores esgoelava como certa a entrada de Richa, inclusive anunciando que ele já havia assinado a ficha de filiação ao PL.

A negativa

Mas, para mudar de sigla e continuar com o mandato de deputado federal, Beto Richa precisava da anuência do PSDB, o que lhe foi negado pela direção nacional da agremiação. Agora, o ex-governador do Paraná será pré-candidato a prefeito de Curitiba pelos tucanos e seu nome já deve constar nas próximas pesquisas eleitorais.

Por outro lado, Arruda afirma que manifestações de patriotas pelas redes sociais desbancaram todas as possibilidades de Felipe Barros na tentativa de filiar Richa ao PL.

A justificativa

Em nota distribuída à imprensa, o tucano explica a quase ida ao PL. O parlamentar cita o pai, o falecido governador José Richa e um dos fundadores do PSDB, e diz que foi gentilmente recebido por Bolsonaro, além de afirmar que recebeu apelos para continuar no ninho tucano.

Sobrou pra quem?

Até aí, Felipe Barros estava sumido da cena, mas uma gravação em vídeo do encontro de Arruda com Bolsonaro o trouxe de volta à repercussão. Ele repercutiu um o vídeo em suas redes sociais atacando a postura de Arruda, dizendo que o colega de partido teria irritado o ex-presidente e, consequentemente, destruído qualquer relação entre os dois.

“Não pegou bem o fato de Arruda ter gravado e publicado um vídeo de Beto Richa e do deputado federal Filipe Barros, que intermediou o encontro com Bolsonaro, saindo da reunião, em Brasília”, foi replicado pelo principal assessor de Bolsonaro, o advogado Fabio Wajngarten. “Também em vídeo, publicado nas suas redes sociais, Arruda acusou Barros de expôr Bolsonaro, alegando que Beto Richa não seria antipetista, por supostamente ser próximo do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), e por Richa ter sido preso na Operação Lava Jato”, rechaça Arruda.

Ética abalada

Por isso é que Wajngarten anunciou pelas suas redes sociais que irá acionar a Comissão de Ética do PL contra Arruda. “Política tem vez e hierarquia. Não é admissível um deputado estadual, com menos de 2% de intenções de votos, gravar escondido uma reunião no escritório do Presidente Jair Bolsonaro e agora atacar um deputado federal, aliado de primeira hora, em virtude da escolha do partido pelo nome do Paulo Martins a pré-candidato em Curitiba”, disse.

O insatisfeito

A insatisfação de Arruda, segundo membros do PL, é que ele teria sido preterido por Bolsonaro que, diante da desistência do deputado federal Beto Richa (PSDB) em migrar para o PL, anunciou apoio à candidatura do ex-deputado Paulo Martins, assessor do governador Ratinho Junior (PSD) para a Prefeitura de Curitiba. Arruda pretendia ser o candidato do partido e chegou a anunciar que teria apoio do ex-presidente.

 

Rolo, confusão e traição agitam os bastidores do PL do Paraná



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