quinta-feira, 17 setembro 2026
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Após pressão, presidente da Coreia do Sul promete cancelar lei marcial

Após pressão, presidente da Coreia do Sul promete cancelar lei marcial

Lei marcial foi derrubada pelo Parlamento da Coreia do Sul, em decisão unânime de congressistas

O presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk Yeol, prometeu revogar a lei marcial imposta por ele mesmo, após pressão do Parlamento e de manifestantes. A decisão foi divulgada nesta terça-feira (3/12), horas depois de o líder sul-coreano decretar a substituição de leis civis por militares naquele território.

As regras do país estabelecem que, para entrar em vigor, a decisão deve passar pelo gabinete do presidente, o que deve acontecer em breve.

“Convoquei imediatamente uma reunião de gabinete [após o veto do Parlamento], mas, como era de manhã cedo, o quórum para decisão ainda não foi alcançado, por isso suspenderei a lei marcial o mais rápido possível”, disse o presidente do país em comunicado divulgado pela mídia estatal.

Mais cedo, o Parlamento do país derrubou, em votação unânime, a decisão de Yoon Suk Yeol. Seguindo as regras da constituição sul-coreana, 190 congressistas presentes, dos 300 membros da casa, foram favoráveis ao veto.

Suk Yeol decretou a lei marcial na Coreia do Sul na manhã desta terça-feira, alegando que seu governo precisava “limpar elementos pró-Coreia do Norte” do país.

Com a decisão, militares e autoridades policiais foram enviados à Assembleia Nacional do país e chegaram a entrar em confronto com manifestantes contrários ao decreto do presidente sul-coreano.

Segundo informações da mídia estatal da Coreia do Sul, as autoridades ainda tentaram deter o líder da oposição, Lee Jae-Myung, e o presidente da Assembleia Nacional, Woon-Won-sik. Até mesmo o líder do Partido do Poder Popular, de Yoon Suk Yeol, também foi alvo de uma tentativa de prisão por não concordar com a decisão do mandatário sul-coreano.

Militares e autoridades policiais, no entanto, deixaram o edifício-sede do Poder Legislativo da Coreia do Sul após o Parlamento vetar a decisão do presidente.



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