Um dia após ser condenado a 20 anos de prisão em regime inicial fechado, Jorge Guaranho poderá cumprir a pena em prisão domiciliar. A decisão do desembargador Gamaliel Seme Scaff, do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), foi tomada nesta sexta-feira (14) após a defesa pedir habeas corpus para que ele “continue recebendo os cuidados médicos necessários” em decorrência do “brutal espancamento que sofreu no dia dos fatos”.
Na decisão, cujo documento foi obtido pela Banda B, o desembargador ressalta que o ex-policial penal deverá continuar sendo monitorado por tornozeleira eletrônica. Scaff considera ainda que “o paciente continua muito debilitado e com dificuldade para se deslocar em razão da enfermidade e das lesões que o acometem”.
Os direitos humanos e o direito constitucional à vida também são mencionados como justificativas para a concessão do benefício judicial.
“A defesa seguirá vigilante na proteção dos direitos humanos de Jorge Guaranho, adotando todas as medidas cabíveis para que ele tenha garantido um julgamento justo e isento. Não compactuamos com a instrumentalização da Justiça para fins políticos e reafirmamos nosso compromisso inabalável com a verdade e o devido processo legal”, diz o comunicado feito pela defesa de Jorge Guaranho emitido à imprensa.
Diante do benefício, Guaranho só poderá se deslocar para fazer tratamento médico previamente comunicado à central de monitoramento e não poderá se ausentar da comarca de Curitiba.


