O deputado estadual Delegado Tito Barichello (União) protagonizou um episódio controverso na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa do Paraná no final da tarde desta segunda-feira (24). Ele deu voz de prisão a uma senhora que, durante uma reunião, proferiu um comentário racista. A ofensa foi direcionada ao assessor do deputado Márcio Pacheco (PP) e se estendeu a todos os presentes, ao afirmar que estavam “rindo como um macaco”. Essa declaração, claramente caracterizada como injúria racial, também atingiu uma assessora parlamentar de Barichello, intensificando o clima hostil no ambiente.
A confusão teve início quando o deputado Renato Freitas (PT), irritado, elevou o tom de voz em direção ao assessor de Pacheco, acusando-o de rir durante sua fala. O que deveria ser uma reunião para discutir projetos de lei rapidamente se transformou em um cenário de tumulto e agressões verbais, envolvendo também o presidente da CCJ, Ademar Traiano (PSD). “O que começou como uma reunião para discutir projetos de lei logo se transformou em um cenário de tumulto e agressões verbais”, destacou o deputado Barichello.
Barichello justificou sua ação ao considerar necessária a contenção de comportamentos desrespeitosos, visando assegurar a integridade do ambiente legislativo. O evento ressalta a importância de um espaço de debate político mais respeitoso e civilizado, além de evidenciar a intolerância a qualquer manifestação de racismo, que não deve ser tolerada em nenhuma circunstância.
Após o incidente, o deputado Barichello, os assessores envolvidos e a senhora autora das ofensas, que já saiu presa da Casa de Lei, foram encaminhados à delegacia, onde foram tomadas as devidas providências legais. O episódio gera importantes reflexões sobre a convivência entre parlamentares e a necessidade de um ambiente de trabalho que respeite a diversidade e a dignidade de todos os envolvidos.
A mulher detida segue presa na Central de Flagrantes da Delegacia de Polícia Civil em Curitiba e será transferida amanhã (25) para outra unidade, onde passará por audiência de custódia.
Empurrão
Em outra situação, nos corredores da Assembleia Legislativa do Paraná, o deputado Renato Freitas (PT) deu um empurrão no assessor parlamentar do deputado Marcio Pacheco (PP).
Durante a reunião da CCJ, Freitas alegou estar sendo ridicularizado pelo assessor, enquanto usava sua fala para tratar de um projeto de lei em análise.
O ‘entrevero’ começou durante a averiguação ao texto do projeto de lei 753/2024, que altera o art. 10 da Lei n° 21.729/2023 e propõe a criação de 105 cargos efetivos no Corpo de Bombeiros visando à implementação de dois novos Comandos Regionais nas cidades de Maringá e Ponta Grossa. A iniciativa é do Governo do Estado e busca adequar a estrutura do CBMPR ao crescimento populacional e à ocorrência de desastres naturais, fortalecendo a atuação da corporação e melhorando a segurança da população e do meio ambiente.

Na reunião passada, este mesmo projeto foi alvo de um pedido de vista do deputado Renato Freitas (PT) e por isso tinha o direito a seu voto em separado na reunião de hoje. Foi durante sua explanação que o deputado deixou de falar sobre a proposta e alegou estar sendo ridicularizado pelo assessor de Marcio Pacheco.
Freitas x Traiano
O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (DDJ) da Alep, deputado Ademar Traiano (PSD), chegou a interromper o andamento da reunião por conta das falas de Renato Freitas contra o assessor. Foi então que uma nova discussão começou e Freitas mais uma vez chamou Traiano de corrupto.



