

Polícia Civil fez, na manhã desta sexta-feira (27), a reconstituição do crime que deixou um homem morto e outro ferido em um açougue de Maringá, no norte do Paraná. De acordo com o relato de testemunhas, o acusado estava no local para comprar um frango assado, se irritou com a demora no atendimento e fez vários disparos contra o comércio, em 20 de agosto deste ano.
A reconstituição foi autorizada pela Justiça a pedido da defesa do acusado, Edinaldo Ferreira da Silva. O advogado Israel Batista de Moura diz que quer provar que o cliente não tinha intenção de matar ninguém e que ele não atirou em direção às pessoas, mas em direção à assadeira de frango.
Muita gente acompanhou a movimentação da polícia durante a reconstrução dos fatos, que começou por volta das 9h desta sexta, no local do crime.
Devido à ação, a Avenida Brasil ficou parcialmente interditada em frente ao açougue.
Participaram o acusado – que chegou escoltado, acompanhado do advogado e usando colete à prova de bala – testemunhas, os donos do açougue, o homem que ficou ferido e a viúva de Adelson Donizete Ferraz, que foi morto.
A reconstituição foi dividida em duas partes. Na primeira, o acusado mostrou a sua versão dos fatos e, na segunda, foi apresentada a versão da polícia.
O crime
De acordo com testemunhas, ocorreu uma discussão entre o atirador e funcionários do açougue, na manhã 20 de agosto deste ano, um domingo. O acusado estava no local comprando um frango assado e se irritou com a demora no atendimento, conforme os relatos.
Após sair do açougue, Silva disparou pelo menos seis vezes contra o estabelecimento, de dentro de uma caminhonete, na Avenida Brasil.
Adelson Donizete Ferraz, de 41 anos, foi atingido por um tiro no peito e morreu no local. Outro homem, de 61 anos, levou um tiro no braço e foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros. Segundo a polícia, no momento dos disparos havia cerca de 20 pessoas no açougue.
Em 6 de setembro, a Justiça aceitou a denúncia feito pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) contra Silva. A promotoria pediu a condenação do atirador, que está preso desde 21 de agosto, por homicídio consumado e qualificado, quatro tentativas de homicídio qualificadas e por porte ilegal de arma de fogo.
Em caso de condenação, a pena do atirador pode passar de 50 anos de prisão.
Fonte: G1



