Um homem de 68 anos foi resgatado pela Polícia Militar (PM) após ser sequestrado e, segundo a investigação, correr risco de ser executado por determinação de integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). O caso foi interceptado durante uma abordagem na Avenida Brasil, em Douradina, e agora é investigado pela Polícia Civil.
De acordo com as informações apuradas, a vítima teria sido alvo de uma ordem de execução relacionada a supostas acusações de crimes contra a dignidade sexual. O homem negou as acusações.
Segundo a investigação, os envolvidos foram até a residência da vítima, localizada em uma propriedade rural na Comarca de Umuarama, e a convenceram a acompanhá-los.
Durante o trajeto, porém, o homem teria permanecido sob o domínio do grupo por pouco mais de uma hora. O deslocamento foi interrompido quando a Polícia Militar abordou o veículo na Avenida Brasil, em Douradina.
No automóvel estavam quatro investigados. Durante a abordagem, os policiais encontraram a vítima e apreenderam uma pistola Browning calibre 9 mm com 12 munições intactas, além de balaclava, luvas, fitas adesivas, abraçadeiras plásticas e aparelhos celulares.
Polícia aponta possível ‘tribunal do crime’
As informações reunidas durante a investigação indicam que o homem seria submetido a uma espécie de “tribunal do crime”, prática atribuída a organizações criminosas para julgar e aplicar punições clandestinas. Conforme a Polícia Civil, havia risco de a vítima ser executada.
Os quatro investigados foram indiciados, em tese, por sequestro e cárcere privado, associação criminosa majorada pelo emprego de arma de fogo e posse ou porte ilegal de arma de fogo, acessório ou munição de uso restrito.
Eles permanecem à disposição da Justiça. Em nota, a polícia civil de Umuarama informou que nenhum dos suspeitos confessou os fatos perante a Autoridade Policial. Dois optaram por permanecer em silêncio e os outros dois afirmaram apenas que estariam dando uma carona à vítima. O inquérito policial foi encaminhado ao Poder Judiciário e posteriormente deverá ser submetido à análise do Ministério Público.
A Polícia Civil informou que continua trabalhando para esclarecer todas as circunstâncias relacionadas à ação criminosa.
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