A campanha de Alexandre Curi (Republicanos) ao Senado chega aos últimos dias antes da eleição deste domingo (4) com uma ideia que atravessou programas eleitorais, entrevistas, sabatinas e viagens pelo Estado: fazer o Paraná recuperar espaço nas decisões nacionais.
Sob o conceito “Menos Brasília, Mais Paraná”, Curi procurou transformar em propostas para o Senado uma característica que apresenta como marca de sua trajetória política: a proximidade com os municípios. Deputado estadual por seis mandatos, ele afirma conhecer as diferentes realidades dos 399 municípios paranaenses e defende que o Estado precisa de uma representação em Brasília capaz de olhar para essas diferenças. “Eu sempre coloquei o Paraná em primeiro lugar. Conheço os 399 municípios, sei a vocação e a demanda de cada região. O que o Sudoeste precisa é completamente diferente do Norte Pioneiro e de Curitiba e Região Metropolitana”, afirmou durante a campanha.
Saúde mais perto de quem precisa
Na saúde, uma das prioridades apresentadas foi ampliar a participação do Governo Federal no financiamento do SUS, com atenção especial às Santas Casas e hospitais filantrópicos. Curi também defendeu mais estrutura para o atendimento regionalizado, para que exames, especialistas e procedimentos possam estar mais próximos da população. “A pessoa não quer saber se a responsabilidade é do município, do Estado ou da União. Ela quer ser atendida”, afirmou em uma das sabatinas.
A primeira infância, as pessoas com deficiência, os idosos e as políticas de cuidado também apareceram ao longo da campanha, com propostas para ampliar creches, fortalecer as APAEs, melhorar o atendimento especializado e preparar as políticas públicas para o envelhecimento da população.
Infraestrutura para acompanhar o crescimento do Paraná
Outro eixo recorrente foi a infraestrutura. Curi defendeu a Nova Ferroeste, melhorias nos acessos aos portos de Paranaguá e Antonina, uma solução para a passagem de trens de carga por Curitiba, a nova ligação entre Paraná e Mato Grosso do Sul e o acompanhamento dos investimentos previstos nas concessões rodoviárias.
A justificativa apresentada pelo candidato é que o crescimento econômico, industrial e agropecuário do Paraná precisa ser acompanhado pela logística. “Não adianta produzir cada vez mais se não tivermos infraestrutura para levar essa produção aos mercados”, resumiu durante a campanha.
Cooperativas, produtores e geração de empregos
A força do agronegócio e do cooperativismo paranaense também ganhou espaço. Curi defendeu segurança jurídica para quem produz, crédito e seguro rural, apoio às agroindústrias e atenção à implementação da reforma tributária para evitar prejuízos às características próprias do modelo cooperativista.
O candidato argumentou que decisões tomadas em Brasília podem produzir efeitos diferentes em um Estado no qual cooperativas, agroindústrias e exportações têm peso expressivo na economia. “Qual é o Estado que tem mais força no cooperativismo? É o Paraná. Então o senador do Paraná tem que estar nesse debate”, afirmou.
Municípios com porta aberta em Brasília
Talvez nenhuma proposta tenha sido repetida tantas vezes quanto a promessa de aproximar o Senado das prefeituras.
Curi defendeu apoio técnico para elaboração de projetos, captação de recursos e convênios, além de uma agenda integrada entre Governo do Estado, bancada federal e municípios. Também afirmou que pretende manter o gabinete aberto aos prefeitos, especialmente aos pequenos municípios, que possuem menor estrutura técnica e financeira. “Eu quero ser a voz dos prefeitos em Brasília”, disse durante a sabatina da TVCI.
Essa relação com as cidades foi construída ao longo dos mandatos na Assembleia e também apareceu na criação da Assembleia Itinerante, que passou a levar o Legislativo para diferentes regiões do Estado e receber diretamente reivindicações de municípios e entidades.
Segurança, mulheres, jovens e idosos
Na segurança pública, a campanha apresentou propostas de fortalecimento das forças de segurança e das guardas municipais, uso de tecnologia e inteligência, atenção às fronteiras e mudanças na legislação penal.
Para as mulheres, Curi apresentou propostas de fortalecimento da rede de proteção às vítimas de violência e defendeu levar para o debate nacional experiências desenvolvidas no Paraná, como políticas voltadas à autonomia de mulheres que precisam romper o ciclo da violência.
A campanha também tratou de qualificação profissional, primeiro emprego, ensino técnico e preparação dos jovens para novas profissões, além de políticas de saúde, prevenção e convivência para a população idosa.
Fundo Sul e resposta às calamidades
Os eventos climáticos registrados no Paraná durante a campanha colocaram ainda outro tema no centro das propostas: a criação de mecanismos federais que permitam respostas mais rápidas a desastres.
Curi defendeu um Fundo Sul e instrumentos que reduzam a burocracia para fazer recursos chegarem às cidades atingidas por enchentes, tempestades e outros eventos extremos. Seu plano para o Senado prevê mecanismos federais de auxílio rápido às famílias e aos municípios atingidos por calamidades.
“O Paraná em primeiro lugar”
Apesar da variedade de assuntos discutidos ao longo das últimas semanas, Curi procurou reunir as propostas em uma mesma mensagem: usar uma das três cadeiras paranaenses no Senado para defender interesses específicos do Estado. “Eu sempre coloquei o Paraná em primeiro lugar”, repetiu em diferentes entrevistas.
Na reta final da campanha, o candidato afirma que pretende levar para Brasília a experiência acumulada em seis mandatos na Assembleia e uma atuação construída diretamente com os municípios. “Eu conheço o Paraná por inteiro. Quero estar no Senado para defender quem faz o nosso Estado acontecer.”
É essa ideia que resume a campanha que chega agora aos seus últimos dias: menos distância entre Brasília e os municípios e mais presença do Paraná nas decisões nacionais.


