Os cerca de 50 manifestantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e da Frente Povo Sem Medo, que ocuparam o triplex atribuído ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Guarujá, no litoral de São Paulo, na manhã desta segunda-feira (16), desocuparam o local após negociação com a Polícia Militar. A ocupação durou cerca de quatro horas.
Segundo informações da Polícia Militar, os manifestantes quebraram o portão do estacionamento e pularam as grades para conseguir forçar sua entrada no Edifício Solaris. Como ocorreram danos ao prédio, será registrado um boletim de ocorrência na Delegacia Sede da cidade. Agora, a PM segue fazendo vistoria no apartamento.
O integrante do MTST Josué Rocha explica que os manifestantes saíram do local por volta do meio-dia e não há mais ninguém em frente ao prédio. “A Polícia Militar deu um prazo para sairmos, senão, poderia ter ação de reintegração e prisão dos manifestantes”, conta.
Os manifestantes chegaram ao local por volta das 8h30. “Se o triplex é do Lula, podemos permanecer. Se não é, por que ele está preso?”, argumenta Rocha. De acordo com ele, mais de 50 pessoas permaneceram dentro do triplex, e outros 100 manifestantes estavam em frente ao prédio.

Triplex Guarujá
Lula foi condenado pelo juiz Sérgio Moro após o magistrado entender que a construtora OAS pagou R$ 2,2 milhões em propina a Lula por meio da entrega do triplex e reformas no imóvel. O recurso foi analisado por três desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, nesta quarta-feira, e Lula acabou condenado em segunda instância por três votos a zero. Os desembargadores ainda aumentaram a pena para 12 anos e um mês de prisão.
A Justiça Estadual de São Paulo ainda decidiu bloquear o apartamento triplex, que é investigado pela Operação Lava Jato. O leilão será realizado nos dias 15 e 22 de maio e os lances podem ser feitos pela internet.

(G1)


