Mais de 20 dias após o desaparecimento de Andriely Gonçalves da Silva, de 22 anos, a mãe dela, Cleusa Gonçalves, fez a coleta de sangue para o exame de DNA que vai analisar a mancha encontrada no veículo do ex-marido da jovem, o soldado Diogo Coelho Costa. Ela realizou o procedimento em Colombo, na região metropolitana de Curitiba, nesta terça-feira (29).
Segundo Cleusa, o exame deve demorar cerca de 10 dias para ficar pronto. Enquanto isso, ela continua desesperada em busca de qualquer informação sobre o paradeiro da filha. “Ontem eu estive em Colombo para retirar o sangue e também passei no batalhão da polícia, para conversar com eles, mas ainda não tive nenhuma resposta. A cada dia o meu coração fica mais apertado, eu sofro muito, não durmo, não como direito… Também estou sem trabalhar, porque não tenho cabeça para isso”, relatou em entrevista à Banda B nesta quarta-feira (30).
Na semana passada, a defesa do ex-marido de Andriely, principal suspeito de envolvimento no caso, quebrou o silêncio e afirmou que ele é inocente. Sobre o sangue encontrado no veículo, o advogado Luiz Goldman disse que se trata de menstruação da jovem, já que ela teria endometriose e sofreria de sangramentos muito intensos no período menstrual.
A mãe da estudante de Direito achou a alegação da defesa um absurdo. “Eu fiquei pensando, como que ela sairia do carro dele toda suja de sangue de menstruação, como eles estão dizendo, e pediria para ficar em um ponto de ônibus? Ainda mais do jeito que ela era, vaidosa e envergonhada? Ela não ia pedir ajuda nem nada? Isso é um absurdo”, completou.
Apelo
Mesmo diante de tanta dor e sofrimento, Cleusa ainda tem esperanças de encontrar Andriely. “Viva ou morta, eu quero a minha filha, para eu sair do sufoco, dessa angústia que só aumenta. Na verdade eu não gostaria que o sangue fosse dela, mas se for para ser, se for para ter alguma notícia, eu preciso saber… O apelo que faço agora é para que Deus toque o coração do Diogo e ele diga onde a Andriely está, eu não aguento mais”, desabafou.
O soldado da PM está preso desde o último dia 19. A prisão dele é temporária e válida por 30 dias. A partir das investigações, a Polícia Civil pode pedir à Justiça a prorrogação do prazo ou a conversão para prisão preventiva.
(Banda B)


