Começou em Cascavel o julgamento do crime que chocou o país. Eduardo Leonildo, de 33 anos, assassino da menina Tábata Rosa, estuprada e morta em 2017 quando tinha seis anos, será ouvido por Curitiba, onde está preso há três anos.
O júri acontece na forma semipresencial.
Leonildo responde por homicídio qualificado, estupro de vulnerável e ocultação de cadáver. Ele confessou o crime.
A advogada Josiane Monteiro, que atua como assistente de acusação no caso, garante que o inquérito foi muito bem instruído, juntando diversas provas que corroboram a denúncia realizada pelo Ministério Público. (Confira a entrevista abaixo)
A família da pequena clama por justiça e espera a condenação por todos os crimes que ele está sendo julgado.
Relembre
O homicídio da garotinha de seis anos aconteceu nas proximidades da Escola Municipal Rui Barbosa, no dia 26 de setembro de 2017, em Umuarama.
Naquele dia, Leonildo pegou a menina na porta da escola, violentou a criança, matou e ocultou o cadáver. O caso chegou a ser registrado como desaparecimento, até que câmeras de segurança ajudaram a desvendar o mistério. Em uma das imagens, Tábata aparece ao lado do carro de Leonildo.
O criminoso já tinha cometido assassinatos e estupros antes de atacar Tábata, mas mesmo assim estava em liberdade.
Quando a notícia da prisão dele veio à tona houve muito tumulto. Populares quebraram tudo na porta da delegacia e atearam fogo nos carros pedindo por justiça.
Na carceragem, presos também se rebelaram e o episódio resultou em um grande rastro de destruição na 7ª Subdivisão Policial de Umuarama.
O assassino também é investigado em outro caso de abuso sexual de criança. Uma menina que na época tinha 9 anos, teria sido abusada por ele 20 dias antes da morte de Tábata.


