O prefeito Celso Pozzobom e a secretária de Saúde, Cecília Cividini, reforçaram o apelo para que a população mantenha os cuidados e ajude a conter a transmissão do coronavírus, em especial na semana da Páscoa, que costuma ter reuniões familiares e aglomerações. Novas medidas estão em análise, mas ainda não foram definidas e a população será avisada com antecedência antes que elas sejam colocadas em prática, caso haja a concordância dos municípios da região representados pela Amerios (Associação dos Municípios Entre Rios).
Em pronunciamento de 40 minutos na manhã deste sábado, 20, nas redes sociais da Prefeitura, Pozzobom mostrou um panorama da pandemia na cidade – que é polo da região – após um ano de enfrentamento. “Nesse período já perdemos 110 pessoas para a Covid-19 e 235 somando com a região. Todo mundo já conhece alguém que morreu dessa doença e hoje chegamos ao momento mais crítico. Não temos mais leitos, os profissionais estão exaustos, os medicamentos e insumos estão acabando e não há mais equipamentos nem para comprar”, relatou.
O prefeito lembrou o desconhecimento no início da pandemia, a sensação de que a situação estava sob controle até outubro passado, o agravamento dos casos a partir de novembro devido à mutação do vírus e os esforços realizados. “Hoje a situação é grave, mas temos de enfrentar. Não podemos temer, vamos agir com otimismo”, acrescentou.
A secretária Cecília Cividini lembrou da estrutura de atendimento que foi ampliada nos hospitais – que dobraram o número de leitos – e nas unidades básicas, no ambulatório de síndromes gripais e no Pronto Atendimento 24h. “Nosso PA equivale a um hospital de campanha, como o de Paranavaí, pois temos média de 20 pacientes internados, quatro intubados neste sábado, e oferecemos toda a assistência para ampliar o atendimento dos hospitais. Mortes que ocorrem nas unidades são porque a doença ficou mais agressiva, e não por falta de assistência. Todos que chegam tem sido atendidos por nossas equipes ou direcionados a outras unidades”, explicou.
As medidas preventivas e a vacinação são as armas para conter a transmissão do vírus. Por isso é importante reforçar o uso dá máscara, a higienização constante das mãos, o distanciamento, evitar cumprimentos e a todo custo evitar aglomerações. “Esses cuidados vão nos ajudar a superar esse momento. Mas todos precisam fazer a sua parte, se empenhar, se cuidar. Neste sábado vacinamos um grande grupo de pessoas de 75 anos ou mais nas UBS e logo esperamos ampliar a vacinação a outros grupos”, disse a secretária.
O gerenciamento dos leitos e a capacidade de vagas depende da regulação da Macrorregional Noroeste (quatro regiões), regulada com a melhor dinâmica possível. “Sobre a taxa de ocupação, quando aparece leito ‘vazio’ na tela, é porque há pacientes em trânsito, de um local para outro. O leito não está vazio, está aguardando o paciente mais grave ser encaminhado pela regulação”, explicou.
O prefeito e a secretária asseguraram que os pacientes estão sendo assistidos nas unidades por médicos, enfermeiros e até profissionais voluntários, fazendo terapia respiratória. Existe uma colaboração entre os municípios da região, com medicamentos, equipamentos e leitos pós-Covid. “Nossa dinâmica funciona 24h. As equipes estão exaustas, dando seu melhor, tirando força do alto, mas garantindo atendimento”, disse Cecília.
LIMITE
“Somos centro de tratamento em saúde aqui. A região toda vem para Umuarama, mas chega uma hora que batemos no limite. Os profissionais se esgotaram, se infectaram, alguns morreram e a equipe se desdobra, se ajuda, para atender. A ampliação da estrutura do PA salvou muitas vidas porque os hospitais não tem como acomodar mais pacientes, apesar da boa vontade, mas o desespero cresce até entre os profissionais. Precisamos do apoio da população com a prevenção”, acrescentou o prefeito Celso Pozzobom.
Umuarama se juntou à frente nacional dos municípios para compra direta de vacina, a produção o imunizante vem aumentando no país e o Ministério da Saúde deve ampliar a aquisição no exterior. “As coisas estão evoluindo, mas o vírus é rápido e a internação é longa. Precisamos nos cuidar para não sermos infectados. Recebemos críticas e mentiras, que colocam a população em dúvida. Muito se fala nas redes sociais para confundir, aterrorizar, desmerecer as autoridades. A população precisa buscar informações confiáveis na imprensa séria”, orientou.
Milhares de pacientes passaram pelos leitos e se recuperaram. Muitas vidas foram salvas. “Os críticos deveriam ter a coragem de visitar os hospitais, ver o que acontece lá, passar um dia no PA, ver o trabalho, a realidade, o sofrimento dos pacientes e dos profissionais de saúde, ter de ‘escolher’ quem vai receber o respirador. Quem critica deveria ajudar a unir a população, fazer papel de cidadão”, reforçou.
UNIÃO DE ESFORÇOS
Já se passou um ano de pandemia e muitos não perceberam que precisam ajudar, se cuidar, evitar a transmissão. “Vemos muitos barcos indo para os rios, churrascos, festinhas, a situação está complicada. Cuidamos de um lado e o povo desmancha do outro. Mais de mil pessoas estão envolvidas no enfrentamento, mas temos 115 mil habitantes. São poucos servidores e profissionais para conter o exagero, a insubordinação de muitas pessoas”, lamentou o prefeito.
Pozzobom assegurou que eventuais medidas para segurar a expansão do vírus serão definidas em conjunto pelos municípios e anunciadas com antecedência. “Estamos discutindo várias ideias, mas não fechamos o plano ainda. Tomaremos medidas se todos concordarem, mas população pode ficar tranquila que terá prazo para se organizar, se acalmar. Não vai ser de hoje para amanhã e será em conjunto, como na região de Curitiba, Ponta Grossa e Cascavel”, completou.
Assista o proninciamento na íntegra:
https://www.facebook.com/prefeituradeumuarama/videos/750384455842720


