André Roberto Buratti preso em Umuarama na segunda fase da Operação Metástase, deixou a cadeia por volta das 23h30 deste sábado (19) por força de um Habeas Corpus. O ex-administrador da NOROSPAR é um dos investigados pelo MP que apura o desvio de R$ 19 milhões do Fundo Municipal de Saúde.

Na última quarta-feira (16), também foi preso outro investigado, trata-se do empresário Rogério Candido de Souza. Ambos foram presos preventivamente. Rogério continua detido na cadeia pública de Umuarama.
O ex-diretor da NOROSPAR foi preso na primeira fase da operação segue preso. Além de Pedro Arildo Ruiz Filho, foram presos também a servidora municipal, Renata Figueiredo Campagnole de Oliveira que é ex-secretária de saúde designada, hoje está sob o regime de prisão domiciliar, o contador do escritório contábil ouro preto Guilherme Roberto Pereira, a proprietária da empresa suplementos alimentares Lucia Sampaio Dias, a médica Daniela de Azevedo Silva, e o Diretor de Assuntos Interinstitucionais da prefeitura Jose Cícero da Silva Laurentino e Valdecir Miester, ex-assessor parlamentar. Eles são investigados pelos crimes de: Falsidade ideológica, Corrupção ativa e dispensa de licitação.

A operação investiga a atuação de uma organização criminosa suspeita de praticar os crimes de peculato e falsidade ideológica a partir de desvios na área da saúde no de Umuarama, além de fraudes em licitações (direcionamento para empresas de interesse do grupo), fraudes em contratações diretas (também com favorecimento a empresas ligadas ao grupo), superfaturamentos e corrupção ativa e passiva (com depósitos em contas de investigados e de terceiros).
EMPRESA DE FACHADA
As investigações revelaram a possível existência de duas empresas de fachada utilizadas por servidores públicos e dirigentes de uma entidade hospitalar filantrópica de Umuarama para emissão de notas fiscais frias e desvio de recursos públicos. Segundo as apurações, as duas empresas teriam sido responsáveis por emitir R$ 2.589.784,70 em notas frias, sendo R$ 1.772.900,00 relativos a supostas obras e serviços de reformas não executados e R$ 816.884,70 referentes a materiais hospitalares (como luvas cirúrgicas e máscaras) que não foram fornecidos.
SEQUESTRO DE BENS
Com autorização judicial, houve o sequestro e apreensão de cinco veículos dos investigados, afim de buscar a garantia de reparo dos danos causados ao patrimônio público pelos desvios praticados. Os bens deverão ir a leilão, podendo ser utilizados temporariamente por autoridades de segurança até que sejam leiloados.
As investigações foram iniciadas pelo Gepatria de Umuarama, com apoio do Gaeco de Cascavel, no começo de 2020. Diante do envolvimento de suspeitos com prerrogativa de foro, também atua na apuração a Subprocuradoria-Geral de Justiça para Assuntos Jurídicos do MPPR.
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