
Mais de dois mil estudantes, professores e funcionários de escolas públicas realizaram uma grande manifestação pacífica na manhã desta quarta-feira (5), no Centro de Curitiba, contra a reforma no ensino médio. A concentração aconteceu na Praça Santos Andrade às 10 horas e todos caminharam até a Boca Maldita para encerrar o protesto. Ruas foram momentaneamente bloqueadas para a passagem dos estudantes. Não houve registro de confusão.
Ao todo, secundaristas de sete escolas públicas participaram do ato. Após se reunirem na Praça Santos Andrade e tomarem a escadaria da Universidade Federal do Paraná (UFPR), os estudantes caminharam pelas ruas centrais e bloquearam alguns trechos para a passagens.
Também participantes do ato, a APP-Sindicato esteve presente com a carros de som e bandeiras. A dirigente Nadia Brixner falou à Banda B que o objetivo foi levar a escola para as ruas. “Hoje é um dia manifestação em todo o país. Nós organizamos a Escola na Rua, que é justamente trazer para a rua professores, funcionários e estudantes para fazer uma grande mobilização de rua, uma aula de cidadania”, contou.
A mobilização é contra a reforma no ensino médio, anunciada há duas semanas. A Medida Provisória (MP) determina que o conteúdo obrigatório seja diminuído para privilegiar cinco áreas de concentração: linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas e formação técnica e profissional.
Entre os conteúdos que deixam de ser obrigatórios nesta fase de ensino estão artes, educação física, filosofia e sociologia. Entretanto, o conteúdo dessas disciplinas não será propriamente eliminado, mas o que será ensinado de cada uma delas dependerá do que estiver dentro do conteúdo obrigatório previsto na futura Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
Outro destaque na mudança é o aumento da carga horária. Ela deve ser ampliada progressivamente até atingir 1,4 mil horas anuais. Atualmente, o total é de 800, de acordo com o MEC.
Para a APP-Sindicato, a reforma traz prejuízos aos estudantes e ao sistema educacional. “Ele tira disciplinas que são fundamentais para o ensino dos alunos, afetando a grade curricular e não dando oportunidade para que ele tenha aulas que estimulem a criatividade e pensamento crítico”, finalizou Nadia.
Durante à tarde haverá entrega de panfletos nas escolas e a mobilização dos estudantes promete se intensificar no fim da semana, com outras programações de protestos.
Fonte: Banda B


