As ações contra a dengue continuam intensificadas em Umuarama para eliminar focos do mosquito transmissor e conter o avanço da doença. Nesta segunda-feira, 20, a Vigilância em Saúde Ambiental recebeu o reforço de atiradores do Tiro de Guerra 05.012 e realizou um “pente-fino” no Parque Jabuticabeiras, com a finalidade de recolher possíveis criadouros do Aedes aegypti, na tentativa de interromper o ciclo reprodutivo do mosquito – também responsável pela transmissão da febre chikungunya e do zica vírus.
O trabalho é necessário porque Umuarama tem hoje um dos índices mais altos de casos confirmados de dengue dos últimos anos. Conforme o último boletim da Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa), a cidade tem 1.812 pessoas com dengue, outras 3.533 aguardam resultados de exames que podem descartar ou confirmar a doença e 1.995 suspeitas foram descartadas, em um total de 7.340 notificações de agosto/2019 até a manhã desta segunda.
Os agentes de combate a endemias (ACE) e os atiradores, além de outros voluntários, recolheram mais de 100 objetos inservíveis em condições de acumular água e favorecer a reprodução do mosquito. “Realizamos vistorias em 12 quarteirões do Jabuticabeiras, com uma equipe de 18 pessoas, e eliminamos um foco do mosquito. É um volume grande, apesar de todas as ações realizadas pelo município para manter os quintais, terrenos e logradouros públicos limpos”, disse o chefe da Vigilância em Saúde, Carlos Roberto da Silva.
Para o prefeito Celso Pozzobom, os números aumentam diariamente apesar do recorde de recolhimento de materiais inservíveis do Programa Bairro Saudável neste ano (1.422 toneladas) e das diferentes medidas de controle, fiscalização e ações de enfrentamento realizadas pelo município, como mutirões, visitas domiciliares, vistorias aéreas (com apoio de drone) e divulgação institucional.
“A dengue faz parte da cultura do povo. Todo mundo sabe como ela se propaga e o que é preciso fazer para conter sua expansão. Basta eliminar os recipientes que acumulam água e acabar com os criadouros do mosquito, que ficam nas casas e quintais da população. Porém, não basta saber, tem que fazer”, apontou o prefeito. “Infelizmente ainda falta consciência da população”, disse.
A incidência de dengue está ligada à infestação da cidade pelo mosquito transmissor. “Sem mosquito não teríamos dengue, mas infelizmente a população tem se descuidado. Às vezes uma pessoa que mantém o quintal limpo e cuidado acaba contraindo a doença porque o vizinho não faz a sua parte. Temos que cuidar da nossa casa e das imediações”, disse a secretária municipal de Saúde, Cecília Cividini.



