A Polícia Civil de Umuarama deflagrou na manhã desta sexta-feira (15/) a Operação Procusto, que resultou no cumprimento de três mandados de prisão e três mandados de busca e apreensão. Os mandados de prisão foram cumpridos na cidade de Douradina, enquanto os mandados de busca e apreensão foram cumpridos na cidade de Umuarama.
Dois indivíduos foram presos na cidade de Douradina em razão de mandados de prisão temporária. Eles foram qualificados como F.P.R (33 anos) e J.P.D.A (28 anos) e são suspeitos da prática do crime de tentativa de homicídio em desfavor da vítima A.C.R.D.S (27 anos). A vítima já sofreu cinco tentativas de homicídio por parte dos dois suspeitos presos. Os crimes foram cometidos entre dezembro de 2019 e março de 2020 no município de Douradina. Os fatos foram motivados por desentendimentos banais entre autores e vítima. Os crimes sempre são praticados mediante golpes de arma branca (faca, facão, foice) e ocorrem toda vez que autores e vítima se encontram. A vítima apresenta diversas lesões corporais resultantes destas tentativas. Há outras pessoas envolvidas nos fatos e a Polícia Civil também apura o envolvimento e responsabilidade de cada uma delas.

Outro indivíduo foi preso também no município de Douradina em razão de mandado de prisão preventiva. Ele foi identificado como E.D.DO (42 anos). O seu mandado de prisão foi expedido em virtude de uma condenação pelo crime de receptação. Esse caso não possui nenhuma relação com a tentativa de homicídio descrita acima. O cumprimento do mandado ocorreu na mesma operação apenas por uma questão de logística da Polícia Civil.
Por fim, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão na cidade de Umuarama. Os mandados foram expedidos em uma investigação para apurar um crime de furto qualificado à residência, praticado no dia 14/03/2020, na Zona VII, em Umuarama. Apesar das diligências encetadas pela polícia, nada de ilícito foi localizado nas residências alvos das buscas. Essa investigação também não possui relação com os mandados de prisão cumpridos na mesma data. O cumprimento ocorreu na mesma operação igualmente por um questão de logística.

Quanto ao nome da operação, pela mitologia grega Procusto era um bandido que esquartejava e torturava viajantes. Simbolicamente seu nome é utilizado para designar a intolerância do ser humano em relação ao seu semelhante. O nome foi escolhido em razão dos motivos que ensejaram o crime de tentativa de homicídio investigado pela polícia, já que as agressões contra a vítima não possuem um motivo específico, mas expressam tão somente um desafeto e uma intolerância entre as partes.



