A Vigilância Sanitária da Secretaria Municipal de Saúde reuniu representantes de instituições de longa permanência de idosos (ILPI) de Umuarama, nesta segunda-feira, 18, para orientações sobre o plano de contingência em caso de suspeitas de contaminação pelo novo coronavírus entre os usuários. A reunião, no Anfiteatro Haruyo Setogutte, contou com a participação da secretária municipal de Saúde, Cecília Cividini, do promotor público Marcos Antonio de Souza e da chefe da Vigilância em Saúde, Maristela de Azevedo Ribeiro.
A cidade conta com seis instituições desta natureza. O município orientou-as sobre a elaboração do plano com base em nota técnica publicada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
“As normas estão bem claras na nota da Anvisa. Os planos apresentados pelas instituições precisam ser adequados para que tenhamos uma resposta eficiente se surgirem casos suspeitos da Covid-19 nas casas de repouso, afinal elas trabalham com pessoas idosas que fazem parte do maior grupo de risco da doença”, alertou a secretária da Saúde.
Cecilia lembrou que os planos de contingência, no geral, precisam estar de acordo com o fluxo determinado pelo Centro de Operações de Enfrentamento à Covid-19 (COE) da Secretaria de Saúde e respeitarem as orientações da Anvisa.
A técnica da Vigilância Sanitária, Renata Pitito, disse que os planos devem seguir um padrão de acordo com a nota técnica e trazer quais procedimentos preventivos estão sendo tomados, comprovar ações realizadas e mostrar com clareza que medidas serão implantadas em caso de suspeita da doença entre os internos.
TESTES RÁPIDOS
A Vigilância em Saúde também realizou reunião nesta segunda-feira com representantes dos laboratórios de análises clínicas de Umuarama que estão realizando testes rápidos particulares para detecção do coronavírus na população em geral.
“Os laboratórios devem informar à Secretaria de Saúde os resultados de todos os exames realizados (positivos ou não), já que o teste rápido não é confirmatório para o diagnóstico da doença. Caso seja necessário, o município encaminhará os casos suspeitos para a contraprova no Laboratório Central do Estado (Lacen)”, explicou Maristela Ribeiro.
A secretária Cecília Cividini lembra que o teste rápido não detecta especificamente o novo coronavírus (Sars-CoV-2), apenas os anticorpos produzidos pelo organismo depois de a infecção ter ocorrido, portanto a interpretação isolada do resultado do teste rápido não assegura que não haja mais infecção. “Mesmo se der positivo no teste rápido, é recomendado a confirmação por ensaio molecular, onde é possível identificar a presença ou não do vírus na amostra testada”, completou.
Fonte: Prefeitura de Umuarama


