Servidores da Polícia Civil do Paraná realizaram ontem (19) paralisação, fechando as portas das delegacias. O atendimento ao público ficou prejudicado, pois apenas casos graves, situações de flagrante e crimes de homicídio foram atendidos.
Na 7ª SDP em Umuarama não houve atendimento ao público. Os policiais estão orientando à população como proceder em casos de natureza mais leve e explicando o motivo da mobilização.
De acordo com o sindicato da categoria, a paralisação é referente a aprovação da lei 20.996/22 que altera o plano de carreira dos servidores dasegurança pública no Paraná. “A lei sancionada pelo governo do Paraná causou distorção salarial entre os investigadores e escrivães de polícia e perdas salariais para os servidores da Polícia Civil”, explicou o Presidente do Sindipol, Eli Almeida Souza. Ele ressalta que uma greve não está descartada.
POLÍCIA FEDERAL
De acordo com a Federação Nacional dos Policiais (Fenapef), os policiais federais estão em estado de mobilização permanente e podem, a qualquer momento, decidir sobre novos rumos para o movimento em defesa dos direitos da categoria. Os representantes dos 27 sindicatos reuniram-se de forma virtual com o presidente da Federação, Marcus Firme, e decidiram promover Assembleias Gerais Extraordinárias (AGEs) nos estados para deliberar sobre manifestações com representantes de todas as entidades do sistema sindical das forças policiais da União.
“A ideia é que, em cada estado, tenhamos um dia de protesto, possivelmente a próxima quinta-feira (28), para demonstrar nossa indignação com a forma como os policiais federais estão sendo tratados”, explicou Firme.
A expectativa de que houvesse uma sinalização do Palácio do Planalto ainda ontem (19) a respeito da reestruturação da PF e das outras forças (PRF e Polícia Penal) não se concretizou. “A reunião dos parlamentares da bancada da segurança pública com o Governo Federal não trouxe avanços positivos e os policiais querem uma proposta concreta; até agora, o que temos são promessas não cumpridas e notícias divulgadas pela mídia”, enfatizou o presidente da Fenapef, Marcus Firme.
A expectativa não concretizada fomentou uma insatisfação entre os policiais, que cobram a promessa do Governo Federal de que R$ 1,7 bilhões do Orçamento Geral da União seriam
investidos na reestruturação da carreira e correção das perdas acumuladas nos últimos anos. A reivindicação vai muito além do simples reajuste de 5% para os salários.


