domingo, 15 março 2026
UMUARAMA/PR

Ex-prefeito e vereador são alvos da Operação Pandora desenvolvida pelo Gaeco em São Tomé

Ex-prefeito e vereador são alvos da Operação Pandora desenvolvida pelo Gaeco em São Tomé

Empresários e agentes públicos investigados por desviar R$ 1 milhão são acusados de fraude em licitações e peculato

O Ministério Público do Paraná (MPPR), por meio do núcleo de Umuarama do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou na manhã de hoje (terça-feira, 26), a Operação Pandora, que investiga um possível esquema criminoso envolvendo fraude à licitação, peculato e associação criminosa no município de São Tomé, região Noroeste do Estado.

As ações foram autorizadas pela Vara Criminal de Cianorte e resultaram no cumprimento de nove mandados de prisão temporária, 14 mandados de busca e apreensão e dois de sequestro de bens, além de bloqueios judiciais de contas bancárias, imóveis e veículos dos investigados.

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Entre os alvos estão empresários que prestam serviços ao município, um vereador e o irmão de um ex-prefeito de São Tomé. Segundo o MPPR, os empresários teriam realizado transferências bancárias suspeitas a esses dois últimos, somando mais de R$ 1 milhão, caracterizando indícios de repasse indevido de recursos públicos.

Durante o cumprimento das medidas judiciais, o Gaeco apreendeu oito celulares, documentos, cheques, R$ 10.952,00 em dinheiro e uma arma de fogo irregular. Todo o material passará por perícia e será analisado para aprofundar as investigações, podendo servir como provas dos crimes investigados.

A operação recebeu o nome de Pandora, em alusão ao mito grego da “Caixa de Pandora”, cuja abertura revelou uma série de males ocultos. O nome faz referência à complexidade e à gravidade das irregularidades que vêm sendo descobertas no curso da investigação.

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A ação é uma sequência de outra operação desenvolvida no mês de maio deste ano.

O MPPR destaca que a operação busca proteger o patrimônio público e garantir a transparência na gestão municipal, especialmente em cidades de menor porte, onde os mecanismos de controle são muitas vezes mais vulneráveis.

As investigações seguem em andamento, e novas fases da operação não estão descartadas. O Ministério Público reforça que os investigados terão amplo direito à defesa, mas que os indícios levantados até o momento revelam fortes suspeitas de corrupção sistêmica envolvendo recursos públicos municipais.

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