Tratores, plantadeiras, estufas, estruturas de armazenagem e equipamentos para agregar valor à produção. Ao longo de sua atuação na Assembleia Legislativa, Alexandre Curi ajudou a viabilizar investimentos que chegaram diretamente ao campo em diferentes regiões do Paraná. Agora, candidato ao Senado, ele quer levar a Brasília uma agenda voltada a alguns dos principais desafios do agronegócio paranaense.
Entre as prioridades estão a defesa do cooperativismo na regulamentação da reforma tributária, mais recursos e previsibilidade para o seguro rural, crédito para pequenos e médios produtores, ampliação da capacidade de armazenagem, defesa sanitária, produção nacional de fertilizantes, energia renovável nas propriedades e investimentos na infraestrutura necessária para levar a produção paranaense aos mercados brasileiros e internacionais.
“O Paraná já mostrou que sabe produzir. Temos produtores extremamente eficientes, cooperativas que são referência mundial e uma agroindústria cada vez mais forte. O que precisamos é garantir que Brasília ajude, em vez de criar novos obstáculos para quem produz. É crédito, seguro, infraestrutura, segurança jurídica e abertura de mercados. É Menos Brasília, mais Paraná também no campo”, afirma Curi.
As propostas fazem parte da série “Curi fez, Curi vai fazer”, que apresenta realizações da trajetória do candidato e os compromissos assumidos para um eventual mandato no Senado.
Curi fez: investimento que chegou ao campo
Ao longo de seus mandatos na Assembleia Legislativa, Alexandre Curi articulou recursos para fortalecer a produção rural em diferentes regiões do Paraná. Levantamento dos registros do mandato reúne 43 ações específicas na área de agricultura e desenvolvimento rural, que somam aproximadamente R$ 11,9 milhões entre recursos liberados e investimentos em diferentes etapas de execução.
São investimentos que ajudam a mostrar, na prática, como a atuação parlamentar chega ao produtor.
Em Rio Branco do Sul, por exemplo, foram destinados R$ 1,33 milhão para a construção do Armazém da Família, estrutura voltada à armazenagem da produção. Em Pinhalão, foram R$ 450 mil para a aquisição de um trator e dois torradores de café, permitindo não apenas apoiar a produção, mas agregar valor a uma das cadeias importantes da economia local.
Em Tomazina, Curi articulou R$ 360 mil para três tratores agrícolas. Em Jaboti, foram R$ 268,5 mil para um trator agrícola, além de outros R$ 200 mil para dez estufas destinadas ao fortalecimento das cadeias produtivas locais.
A lista inclui ainda R$ 230 mil para um trator e uma plantadeira em Nova Prata do Iguaçu, R$ 210 mil para três plantadeiras de plantio direto em São João do Triunfo, R$ 265 mil para trator e implementos em Itaguajé, R$ 200 mil para implementos agrícolas em Pérola e R$ 195 mil para um trator em Marumbi.
Em Turvo, foram articulados R$ 135 mil para um trator agrícola e R$ 82 mil para uma plantadeira de sete linhas. Há também investimentos destinados a adubo orgânico, apoio a feiras livres e melhoria das condições de produção e comercialização.
“Quem vive no interior sabe o tamanho da diferença que um trator, uma plantadeira ou uma estufa pode fazer principalmente para o pequeno produtor. São investimentos que reduzem custos, aumentam produtividade e ajudam a manter renda e emprego nos municípios”, afirma Curi.
Leis para proteger quem produz
A atuação de Alexandre Curi no agronegócio também passou pela produção legislativa. Nos últimos anos, o deputado participou de propostas voltadas à proteção de cadeias produtivas, agregação de valor, inovação, segurança jurídica e redução de custos para o produtor rural.
Um dos exemplos mais recentes é a Lei nº 22.765/2025, que proibiu no Paraná a reconstituição, para consumo alimentar, de leite em pó e outros derivados lácteos importados. Alexandre foi um dos coautores da proposta aprovada pela Assembleia.
A medida foi uma resposta à crise enfrentada pelos produtores de leite paranaenses diante do crescimento das importações. A reidratação do produto importado permitia que leite em pó comprado no exterior voltasse ao mercado como produto líquido, concorrendo diretamente com a produção estadual.
Antes da aprovação da lei, Curi também havia participado da articulação do debate sobre a crise da cadeia leiteira na Assembleia, que reuniu produtores, cooperativas, entidades e representantes do setor.
“Não podemos permitir uma concorrência desigual justamente com quem produz aqui, gera emprego aqui e mantém renda dentro dos nossos municípios. Quando uma cadeia importante como a do leite enfrenta uma crise, a política precisa agir”, afirma.
Outro projeto do qual Curi é coautor trata de uma antiga reivindicação dos produtores de tabaco. O Projeto de Lei nº 119/2023 determina que a classificação da produção seja realizada nas próprias propriedades rurais, no momento da aquisição.
É essa classificação que define a qualidade da folha e influencia diretamente o preço recebido pelo produtor. A proposta busca dar mais transparência à negociação e reduzir conflitos entre agricultores e empresas compradoras.
A medida tem impacto especialmente sobre pequenos produtores. O cultivo de tabaco no Paraná é caracterizado pela presença de milhares de propriedades familiares e tem peso importante na economia de municípios do Centro-Sul, Sudeste e Sudoeste do
Curi vai fazer
Cooperativismo: proteger um modelo que deu certo
Uma das principais bandeiras de Curi para o agro no Senado será a defesa do cooperativismo.
O Paraná construiu um dos sistemas cooperativistas mais fortes do país. Em dezenas de municípios, as cooperativas organizam pequenos e médios produtores, fornecem assistência técnica, recebem e industrializam a produção, geram empregos e são protagonistas da economia regional.
Por isso, Curi quer acompanhar diretamente a regulamentação da reforma tributária para impedir que as novas regras provoquem aumento de custos para cooperativas e cooperados.
Entre os pontos que pretende defender estão a preservação do tratamento adequado ao ato cooperativo, mecanismos eficientes de transferência de créditos entre cooperativa e cooperado e simplificação das obrigações tributárias para o produtor rural.
“Cooperativa não pode ser tratada simplesmente como uma empresa convencional. O cooperado é dono daquele negócio e o resultado retorna para ele. Defender o cooperativismo no Senado será defender milhares de produtores paranaenses que conseguiram crescer justamente porque aprenderam a trabalhar juntos”, diz Curi.
Seguro rural não pode depender do orçamento de cada ano
Outro compromisso é trabalhar para transformar o seguro rural em uma política permanente e previsível.
O candidato defende a recomposição dos recursos federais para a subvenção ao prêmio do seguro rural e uma programação plurianual, que dê ao agricultor condições de saber antes do plantio qual será a proteção disponível para sua safra.
A proposta ganha importância diante da maior frequência de secas, excesso de chuvas, geadas e outros eventos climáticos que podem comprometer em poucos dias o investimento realizado durante meses pelo produtor.
“Produzir já envolve riscos suficientes. O agricultor não pode ter também a insegurança de não saber se haverá dinheiro para o seguro. Precisamos transformar o seguro rural em política de Estado, com recursos e planejamento”, defende.
Crédito para produzir, armazenar e manter o jovem no campo
No Plano Safra e nas demais políticas federais de financiamento, Curi pretende defender atenção especial aos pequenos e médios produtores, à agricultura familiar e aos cooperados.
Um dos focos será a armazenagem.
A falta de capacidade para guardar a produção pode obrigar o agricultor a vender justamente no momento de maior oferta. Ampliar silos e estruturas de armazenagem nas propriedades e cooperativas dá ao produtor maior capacidade de escolher quando comercializar e reduz gargalos durante a safra.
É uma política que dialoga com uma experiência já apoiada por Curi no Paraná: os R$ 1,33 milhão destinados ao Armazém da Família de Rio Branco do Sul.
Outra prioridade será a sucessão rural. Curi quer defender linhas de crédito e políticas que estimulem os jovens a permanecer nas propriedades, com acesso a tecnologia, conectividade, mecanização e condições para transformar a atividade rural em um empreendimento cada vez mais moderno e competitivo.
Energia e fertilizante produzidos dentro da propriedade
O aproveitamento dos resíduos da produção agropecuária é outra frente da proposta.
Curi foi coautor da legislação estadual que estruturou a política do hidrogênio verde no Paraná e pretende levar ao Senado uma agenda de estímulo à geração de energia renovável no campo.
Uma das propostas é ampliar o financiamento para biodigestores, especialmente em regiões com grande produção de suínos, aves e leite.
O sistema permite transformar dejetos animais em biogás e biometano, que podem gerar energia e reduzir custos da propriedade. O processo também produz biofertilizantes, criando uma segunda oportunidade para o produtor e diminuindo a dependência de insumos externos.
Essa política está ligada a outro compromisso: reduzir a vulnerabilidade brasileira em relação aos fertilizantes importados.
Curi defende a execução do Plano Nacional de Fertilizantes, estímulos à produção brasileira de nitrogenados e fosfatados e maior utilização de fertilizantes orgânicos e organominerais.
“Não podemos deixar uma atividade tão importante para a segurança alimentar do país excessivamente dependente de insumos que vêm do exterior. O Paraná tem capacidade de transformar resíduos da própria produção em energia e fertilizante. É bom para o produtor, para a economia e para o meio ambiente”, afirma.
Defesa sanitária também é defesa da renda do produtor
Para um estado que ocupa posição de liderança na produção brasileira de proteínas animais, Curi considera a defesa agropecuária uma questão econômica estratégica.
No Senado, pretende trabalhar pela manutenção e ampliação dos recursos federais destinados à vigilância e defesa sanitária, modernização dos sistemas de rastreabilidade e maior agilidade nos processos necessários ao reconhecimento sanitário brasileiro no exterior.
O objetivo é proteger o patrimônio sanitário construído pelo Paraná e reduzir os riscos econômicos associados a doenças que podem provocar o fechamento imediato de mercados.
“Quando um país suspende a compra de carne ou de frango por uma questão sanitária, o problema chega rapidamente ao produtor. Preservar a sanidade dos nossos rebanhos é preservar mercados, empregos e renda”, afirma Curi.
Da estrada rural ao porto
Produzir mais não basta se transportar a safra continuar caro.
Por isso, a agenda do agro de Curi também inclui a infraestrutura logística, desde as ligações municipais e estradas rurais até ferrovias e portos.
No Senado, ele pretende fazer da Nova Ferroeste uma das prioridades do mandato, atuando junto ao governo federal e aos órgãos responsáveis pelas licenças e autorizações necessárias ao projeto.
Também quer acompanhar os investimentos no complexo portuário de Paranaguá e Antonina, defender melhorias nos corredores de exportação e fiscalizar o cumprimento das obras previstas nas concessões rodoviárias federais que atravessam o Paraná.
A proposta é conectar essa infraestrutura nacional às necessidades locais, incluindo acessos municipais que ligam as regiões produtoras às principais rodovias.
“Não adianta termos um dos produtores mais eficientes do mundo dentro da porteira e perdermos competitividade quando a produção sai da propriedade. Estrada, ferrovia e porto também fazem parte da política agrícola”, afirma.
Produção paranaense precisa chegar a novos mercados
A agenda para o Senado termina onde boa parte da produção do Paraná precisa chegar: o mercado internacional.
Curi pretende utilizar a atuação parlamentar, inclusive nos debates de política externa e comércio internacional, para defender a abertura de novos mercados para os produtos paranaenses.
Proteína animal, grãos e alimentos processados estão entre as prioridades.
O candidato defende que as negociações comerciais brasileiras considerem o impacto concreto que a abertura de cada novo mercado pode produzir nas economias regionais.
“Quando um novo país começa a comprar frango, carne suína ou qualquer outro produto do Paraná, isso não é uma discussão distante de Brasília. É mais produção na agroindústria, mais demanda para a cooperativa e mais renda para o produtor. É assim que quero trabalhar no Senado: transformar a força política do Paraná em resultado para quem vive e produz aqui.”
Para Curi, o princípio que orientará sua atuação é o mesmo que adotou na Assembleia: estar próximo dos municípios para identificar os problemas e buscar onde estiverem as soluções.
“O produtor paranaense não precisa que Brasília ensine como produzir. Precisa de condições para trabalhar, segurança para investir e infraestrutura para competir. Nosso agro já é uma potência. Quero ajudar a transformar essa força econômica em força política para o Paraná. Menos Brasília, mais Paraná.”


