quarta-feira, 4 novembro 2026
UMUARAMA/PR

Após tornado devastador, 35 mil imóveis continuam sem energia elétrica em Maringá

Após tornado devastador, 35 mil imóveis continuam sem energia elétrica em Maringá

Fenômeno com ventos de até 250 km/h deixou rastro de destruição; cerca de 900 profissionais trabalham para reconstruir a rede elétrica

A cidade de Maringá ainda enfrenta as consequências da força devastadora da natureza. Dois dias depois de um tornado atingir o município, derrubar centenas de árvores e destruir parte da rede elétrica, aproximadamente 35 mil unidades consumidoras permaneciam sem energia na manhã desta quarta-feira (4). Enquanto moradores tentam reconstruir a rotina, cerca de 900 profissionais da Copel trabalham para restabelecer o fornecimento.

O cenário de destruição começou a se formar na madrugada e manhã de segunda-feira (2), quando um violento fenômeno climático atravessou a cidade. Segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), um tornado de categoria F2 na escala Fujita percorreu aproximadamente 15 quilômetros, a partir da região sudoeste de Maringá.

Com ventos estimados entre 180 km/h e 250 km/h, o fenômeno arrancou árvores, derrubou postes e provocou danos expressivos à infraestrutura elétrica. Em poucos instantes, milhares de famílias ficaram sem luz, enquanto ruas e avenidas tiveram a circulação comprometida pelos obstáculos deixados pela tempestade.

O levantamento realizado pela Copel revela a dimensão dos estragos: pelo menos 219 postes foram quebrados, oito quilômetros de rede elétrica sofreram danos e seis transformadores precisam ser substituídos.

Desde o início da emergência, equipes trabalham continuamente para reconstruir os trechos destruídos e devolver a energia às residências, estabelecimentos comerciais e serviços essenciais.

Somente durante a madrugada desta quarta-feira, outras 12 mil unidades consumidoras tiveram o fornecimento restabelecido. Com isso, o número de clientes religados chegou a 53 mil, representando 61% do total inicialmente afetado.

A concessionária informou que os atendimentos prioritários contemplaram hospitais, unidades básicas de saúde, condomínios verticais e residências de pessoas que dependem de equipamentos elétricos para sobreviver.

Apesar do avanço, a recuperação ainda exige esforço intenso. A quantidade de postes destruídos e os danos provocados pela queda de árvores tornam a reconstrução da rede uma operação complexa.

A Copel afirma que continuará mobilizada até que todos os consumidores tenham o fornecimento normalizado.

Enquanto a cidade se recupera, permanece o alerta para os perigos deixados pelo tornado. A população deve manter distância de fios caídos, postes danificados e estruturas elétricas comprometidas, evitando acidentes durante os trabalhos de reconstrução.

 



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