A cidade de Maringá ainda enfrenta as consequências da força devastadora da natureza. Dois dias depois de um tornado atingir o município, derrubar centenas de árvores e destruir parte da rede elétrica, aproximadamente 35 mil unidades consumidoras permaneciam sem energia na manhã desta quarta-feira (4). Enquanto moradores tentam reconstruir a rotina, cerca de 900 profissionais da Copel trabalham para restabelecer o fornecimento.
O cenário de destruição começou a se formar na madrugada e manhã de segunda-feira (2), quando um violento fenômeno climático atravessou a cidade. Segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), um tornado de categoria F2 na escala Fujita percorreu aproximadamente 15 quilômetros, a partir da região sudoeste de Maringá.
Com ventos estimados entre 180 km/h e 250 km/h, o fenômeno arrancou árvores, derrubou postes e provocou danos expressivos à infraestrutura elétrica. Em poucos instantes, milhares de famílias ficaram sem luz, enquanto ruas e avenidas tiveram a circulação comprometida pelos obstáculos deixados pela tempestade.
O levantamento realizado pela Copel revela a dimensão dos estragos: pelo menos 219 postes foram quebrados, oito quilômetros de rede elétrica sofreram danos e seis transformadores precisam ser substituídos.
Desde o início da emergência, equipes trabalham continuamente para reconstruir os trechos destruídos e devolver a energia às residências, estabelecimentos comerciais e serviços essenciais.
Somente durante a madrugada desta quarta-feira, outras 12 mil unidades consumidoras tiveram o fornecimento restabelecido. Com isso, o número de clientes religados chegou a 53 mil, representando 61% do total inicialmente afetado.
A concessionária informou que os atendimentos prioritários contemplaram hospitais, unidades básicas de saúde, condomínios verticais e residências de pessoas que dependem de equipamentos elétricos para sobreviver.
Apesar do avanço, a recuperação ainda exige esforço intenso. A quantidade de postes destruídos e os danos provocados pela queda de árvores tornam a reconstrução da rede uma operação complexa.
A Copel afirma que continuará mobilizada até que todos os consumidores tenham o fornecimento normalizado.
Enquanto a cidade se recupera, permanece o alerta para os perigos deixados pelo tornado. A população deve manter distância de fios caídos, postes danificados e estruturas elétricas comprometidas, evitando acidentes durante os trabalhos de reconstrução.


