sexta-feira, 18 setembro 2026
UMUARAMA/PR

“É um criminoso que acreditou na impunidade”: delegado fala sobre caso e classifica Edison Brittes como psicopata

“É um criminoso que acreditou na impunidade”: delegado fala sobre caso e classifica Edison Brittes como psicopata

Em coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (21), com a conclusão do inquérito policial sobre a morte do jogador Daniel Corrêa Freitas, de 25 anos, o delegado responsável, Amadeu Trevisan, de São José dos Pinhais, classificou o assassino confesso da vítima, Edison Brittes, como psicopata.

“Psicopata, ele é doente, agir dessa forma, com essa frieza, com essa ausência de remorso, tanto é que ele mata, ele volta para a casa, ele manda limpar a casa e ainda pede que façam comida, que façam strogonoff pra ele. E ele consegue se alimentar, depois de tudo aquilo que ele praticou”, pontuou Trevisan. Edison Brittes é o principal suspeito de ter matado o jogador, após a vítima ser flagrada na cama com Cristiana Brittes, esposa de Edison, na casa da família do assassino confesso. Daniel teria ido até o local após a festa de aniversário de Allana Brittes, filha do casal. O evento foi realizado em uma balada de Curitiba.

O delegado também afirmou que não acredita na teoria apresentada inicialmente pelos suspeitos, de que Cristiana teria sofrido uma tentativa de estupro e que isso teria motivado o espancamento do jogador. “Eu não vejo tentativa de estupro, ninguém na casa ouviu os gritos de uma mulher sendo estuprada, o que seria normal numa reação feminina a este tipo de violência”. Trevisan também pontuou que acredita que o crime foi motivado pelo excesso de bebida, que potencializou as ações.

Conforme a Polícia Civil, Edison é um homem perigoso, de uma periculosidade fora do comum, e que apresenta riscos de ameaça e coação às testemunhas caso seja colocado em liberdade. “É um criminoso que acreditou na impunidade, ele fez o que fez, bateu no peito, procurou a imprensa, deu uma longa entrevista dizendo que havia feito tudo aquilo e eu não sei de onde ele tirou essa sensação de impunidade dele. Ele é inconsequente. Quem pratica um crime nessas condições, dentro de casa, na presença de tantas pessoas, para se mostrar, para dizer que ele ali é o maioral, que ele era o bom da casa, que ele colocaria ordem da maneira dele, para mim ele era totalmente equivocado, um homem perigoso, de uma periculosidade acentuada”, ressaltou Trevisan. De acordo com o delegado, as testemunhas que estavam na casa no momento do crime não chamaram o socorro e a polícia pois estavam amedrontadas e uma delas relatou que foi proibida por Edison de chamar o Samu. Edison Brittes já foi autuado por apropriação indébita e porte ilegal de arma de fogo.

Em relação às investigações, o delegado afirma que o depoimento mais esclarecedor foi o de Eduardo Silva, que deu detalhes importantes sobre como o crime aconteceu. Sobre o depoimento de Edison, Trevisan diz acreditar que ele não somente mentiu como foi seletivo em suas respostas, ora relatando os fatos, ora se mantendo no direito de falar somente para o juiz.

Ao ser questionado sobre o que mais o marcou durante as investigações, Amadeu Trevisan fala sobre a forma como o assassinato foi realizado. “Daniel morreu aos poucos, apanhou no quarto, na calçada, se afoga no sangue, demora uma hora para chegar ao local. Chega vivo e é morto no matagal, onde é decepado”. O delegado chama atenção para o fato de Daniel ter presenciado e antecipado tudo o que aconteceria com ele. “Daniel, dentro do porta-malas do carro, ouviu a sentença de morte dele. Ele foi executado de uma maneira fria, pensada, requintada, com crueldade”, finalizou.

(Massa News)



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