A soldado da PM (Polícia Militar) Andressa Araújo Rocha, 27 anos, investigada por facilitação de fuga de preso ocorrida ontem (2), na Santa Casa de Campo Grande, esteve na escolta de presidiário que foi resgatado por bandidos fortemente armados do Hospital do Pênfigo, em 2016.
No dia 20 de setembro daquele ano, o detento do Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande, Mario Márcio de Oliveira Santos, hoje, com 35 anos, liderança do PCC (Primeiro Comando da Capital), foi resgatado por quatro homens que utilizaram pistolas, espingardas e fuzis para render a escolta.

Naquele dia, por volta das 7h, a escola formada por três policiais militares, entre eles, a soldado Andressa Araújo, levou dois presos da Máxima para consulta médica no Hospital do Pênfigo.
A viatura estacionou nos fundos do hospital e, inicialmente, a soldado e um colega desceram para levar Mario Marcio para a consulta. O outro detento ficou no veículo, escoltado pelo terceiro policial.
Na porta dos fundos, foram avisados que deveriam ir à recepção do hospital para a consulta médica e o grupo passou por dentro do prédio, atravessando as alas, até chegar à entrada principal.
Lá, os quatro homens armados renderam os policiais, aos gritos de “Pro chão” e “perdeu”. Deitados no chão, os dois militares foram algemados com as mãos para frente com lacres de segurança. Os bandidos roubaram as armas deles, pistolas Imbel MD7 e a ponto40 usada pela soldado.
Na portaria, um dos bandidos, armado com fuzil AK47 ainda ameaçou o vigilante, dizendo “Solta o telefone, deita e fica quieto”. Antes, o homem foi obrigado a abrir a cancela para fuga do grupo.
O carro usado pelos bandidos, Toyota Corolla, com placas de Uberlândia (MG), foi abandonado no bairro Coophavila, contendo diversas munições e coletes. Em um dos materiais apreendidos, a perícia identificou a impressão digital do dedo anular de um dos bandidos, o assistente de serviços gerais Junior Cezar Oliveira Souza, 29 anos.
Fonte: Campo Grande News


