O Centro de Operações de Enfrentamento à Covid-19 (COE Municipal) realizou reunião ordinária nesta quinta-feira (24), no anfiteatro da Prefeitura, para apresentar o boletim epidemiológico semanal sobre a evolução da pandemia, orientar sobre protocolo de biossegurança que será utilizado pelas escolas municipais para a volta às aulas presenciais – alternadas com conteúdos online e cadernos com atividades de casa para os alunos – e orientar professores e diretores de instituições de ensino públicas e privadas sobre o sistema de informações que vai acompanhar a rotina das escolas.
Conforme a secretária municipal de Saúde, Cecília Cividini, o problema maior no momento é a falta de leitos de UTI para atender pacientes contaminados pelo coronavírus com quadro de saúde agravado. “Nossas UTIs estão no limite em toda a macrorregião Noroeste, uma realidade que vem se agravando desde dezembro, e junto com secretários de todo o Estado estamos solicitando ao governo do Estado o credenciamento de mais leitos”, disse.
O boletim mostrou que a maioria dos novos casos tem surgindo entre pessoas de 30 a 39 anos, depois de 20 a 29 e de 40 a 49, já os óbitos – que já somam 88 em Umuarama – prevalecem entre pacientes acima de 70 anos. “Os picos de casos continuam acontecendo após momentos de aglomeração, feriados e viagens. A falta de leitos é problema até para pacientes com outras doenças. A vacina traz boas perspectivas, mas ainda não chegou para todos, portanto é preciso insistir nas medidas preventivas, no distanciamento, no isolamento voluntário, uso de máscaras e medidas de higiene”, reforçou o infectologista Ricardo Perci, da Secretaria de Saúde.
A enfermeira Edinalva de Almeida Mota Rosa, da Vigilância em Saúde do Trabalhador, disse que está em contato com as escolas, orientando e informando sobre procedimentos, sanitização e cuidados com os trabalhadores. Falou sobre portaria do Ministério do Trabalho, classificação de risco, disse que há funcionários treinados para atender dúvidas e que casos suspeitos ou positivos em estabelecimentos de ensino serão tratados com encaminhamento e conduta médica.
Conforme o protocolo de biossegurança, as escolas terão comissões individuais, compostas por professores, servidores e pais de alunos. “Vamos manter a segurança dentro do estabelecimento e precisamos do envolvimento das famílias fora da escola e reduzir a entrada de pessoas externas da comunidade no ambiente escolar. As aulas presenciais estão condicionadas ao cumprimento de todos os protocolos e medidas pré-definidos, para garantir segurança a trabalhadores e estudantes e possíveis casos suspeitos que possam surgir serão tratados com todo o critério para que não haja maiores riscos”, comentou a secretária de Educação, Mauriza de Lima Menegasso, após a reunião, que teve a presença de representantes da 12ª Regional de Saúde, hospitais, da diretoria da Vigilância em Saúde, Maristela de Azevedo Ribeiro, e de entidades representativas dos professores e servidores municipais.


